Gerar, parir, criar, maternar. Ser mãe é lindo, é solitário, é intenso, é difícil, é para sempre. Aqui tem acolhimento, experiências e dicas.
terça-feira, 23 de julho de 2019
Puerpério x Depressão pós parto
Diante de tamanha intensidade emocional, como identificar o que é o puerpério e o que é uma depressão pós-parto? O psicólogo Alexandre Coimbra diz que a diferença está na vinculação da mãe com o bebê.
“É normal sentir raiva da demanda do bebê. Acordar 10 vezes por noite gera raiva mesmo. Mas, se isso se prolongar por muito tempo e a mãe não conseguir se reconectar de forma mais amorosa, se virar um padrão na relação, se ela não quiser estar com o bebê, se não o quiser por perto e se sentir incapaz de nutri-lo afetivamente, pode ter algo diferente”.
Outro sinal que merece atenção é quando a mulher mostra perda de energia para fazer aquilo de que gosta: “Depressão não é o contrário de tristeza, mas de vitalidade. Qualquer processo depressivo envolve a perda de energia. E muitos deles se manifestam de forma raivosa, não triste”.
Nesse caso, a família deve procurar um profissional, psicólogo ou psiquiatra, que pode ajudar no diagnóstico.
Meu pós parto (puerpério)
O meu puerpério
Depois de um parto super tranquilo, tive alta e tomei um susto quando chegamos em casa. Me vi diante de uma série de problemas. Me sentia sozinha, só tinha vontade de chorar e me perguntava o que tinha feito da vida e lógico, sendo corroída pela culpa logo depois.
Estava vivenciando meu puerpério, que é o período pós parto, o momento seguinte ao nascimento de um filho, que é de extrema vulnerabilidade para a mulher e sobre o qual pouco se fala.
De duração variável, trata-se de um período que ultrapassa a questão biológica do desequilíbrio hormonal. Não é só a adaptação à chegada de um bebê. É um período de reconstrução da identidade da mulher, de toda a forma como ela vê a vida.
Ao mesmo tempo em que há o início de uma nova vida, há um profundo processo de luto, de despedida da mulher que se era, livre e sem filhos, para esta mãe, com um pequeno ser que chora muito e que depende quase exclusivamente dela. Quando a mulher tem um bebê, ela descobre que fez um compromisso com a eternidade.
Por outro lado, há uma conexão com o bebê porque a mãe tem dentro de si esse cuidado. Outra dificuldade é que, até então, a mulher cuida da sua vida e, com o nascimento do bebê, precisa colocá-lo em primeiro lugar. Isso pesa muito, dá muito medo.
Você não se prepara para ser mãe ou pai, é impossível, porque não tem um filho, mas aquele filho. É sempre uma novidade, sempre há estranhamento. A relação entre mãe e filho é de estranhos íntimos, estamos constantemente nos redescobrindo.
Depois desse turbilhão de sentimentos, essa fase passa (amém) e o vínculo com nosso bebê fica cada dia mais forte.
Precisamos falar mais sobre esse assunto, chega de romantização em cima desse assunto. Na teoria é lindo mas a realidade é muito diferente!
Mommy burnout
Fazendo um paralelo com a síndrome do esgotamento profissional, nos Estados Unidos já se usa o termo Mommy Burnout para se referir a exaustão e estresse crônicos de mães sobrecarregadas em sua rotina e função materna.
Mais uma vez, sentir-se cansada ao final de um longo dia é natural, desde que a exaustão não vire rotina, atrapalhando as demais atividades e fazendo com que a mãe perca seu interesse e motivação por coisas que antes gostava de fazer.
Assim como no Burnout profissional, o quadro acontece mais comumente com mães que buscam corresponder a expectativa irreal da maternidade perfeita, exigindo demais de si para ser uma mãe 100% boa em 100% do tempo.
Além do esgotamento constante, o Mommy Burnout também vem acompanhado de outros sintomas, como irritabilidade, falta de interesse, motivação e propósito, falta de prazer no cuidado com os pequenos e pensamentos negativos frequentes.
Claro que esses sintomas podem fazer parte de nossas vidas em determinados momentos, por isso é preciso atenção a intensidade e frequência desses sentimentos para saber quando é o momento de buscar ajuda profissional.
segunda-feira, 22 de julho de 2019
Quando os amigos somem
A questão é que a maioria deles não estavam na mesma vibe que eu. A maternidade é uma fase muito intensa, principalmente no início. E acabamos que só falamos disso 24hs por dia. Não é pra menos, né? Estamos respirando, vivendo e engolindo maternidade. Não existe outro assunto naquele momento. E muitos amigos, principalmente aqueles que não tem filhos, se afastam. Somos vistas como chatas, que não temos outro assunto, e realmente é assim. Pelo menos no início, é sim. A nossa realidade se torna muitoooo diferente daqueles sem filhos. E muitos amigos não tem aquela empatia marota, né? Simplesmente se vão, sem dizer nada.
O que eu tenho pra te falar é o seguinte: A vida é assim. Feita de ciclos, experiências e decepções. Então levanta essa cabeça que daqui a pouco você acha a sua tribo. Nesse momento, você deve se cercar de pessoas que estão na mesma realidade que você, senão você surta. Sério! Digo isso porque quando seus amigos não tem a mesma realidade que você, você começa a comparação da vida dele com a sua e te falo mais, isso não é saudável. Nossa realidade é o que temos pra hoje e é isso aí!
Eu sei que é difícil pensar assim, eu mesma chorava horrores quando me via sozinha e sem amigos. Mas o tempo ameniza tudo isso e vamos vendo o que realmente importa.
A minha dica é: se envolva mais com pessoas da sua realidade (mãe solo e sem rede de apoio). Se envolva mais com as mães dos amiguinhos da escola que você tenha mais afinidade, geralmente as conversas nos agregam bastante coisa, pois estamos na mesma fase com nossos filhos. Faça um grupo no WhatsApp com essas mães, marquem encontrinhos. Pode ser no parquinho, um lanchinho na sua casa ou na casa de algum amiguinho. Por aqui está sendo assim: Quando conseguimos conciliar, fazemos piquenique no parquinho, fazemos festinhas na casa de um, festa do pijama na casa de outro e por aí vai. Nossos filhos ficam imensamente felizes e nós também. E com o passar do tempo, aqueles amigos desaparecidos acabam perdendo o posto no nosso coração. Porque é muito fácil caminhar juntos em dias de sol, mas é nos dias de chuva que você vai perceber quem estará disposto a se molhar com você.
Mande essa mensagem para aquela mamãe que está precisando ler isso!
Beijo grande!!!!
sábado, 20 de julho de 2019
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Projeto Social para mães solo
Estamos com um projeto chamado maternidade solo. Onde ajudo mães solo que foram abandonadas pelos pais das crianças e estão passando por...









